Resenha – Eu, Robô

Eu robo - capaEu, Robô
Título original: I, Robot
Autor: Isaac Asimov
Editora: Aleph
Páginas: 320

Sinopse
Sensíveis, divertidos e instigantes, os contos de Eu, robô são um marco na história da ficção científica, seja pela introdução das célebres Leis da Robótica, pelos personagens inesquecíveis ou por seu olhar completamente novo a respeito das máquinas. Vivam eles na Terra ou no espaço sideral; sejam domésticos ou especializados, submissos ou rebeldes, meramente mecânicos ou humanizados, os robôs de Asimov conquistaram a cabeça e a alma de gerações de escritores, cineastas e cientistas, sendo até hoje fonte de inspiração de tudo o que lemos e assistimos sobre essas criaturas mecânicas.

Opinião
Eu, robô é um livro de Isaac Asimov, aonde ele reúne alguns contos sobre robôs, falando desde o começo da robótica, onde o robô não era aceito pela humanidade, até os dias atuais, onde o papel dos robôs é cada vez mais importante. As histórias giram em torno de Susan Calvin, personagem que participa diretamente ou indiretamente de todos os contos, e discute as aplicações e implicações das leis da robótica.

É um livro antigo, publicado em 1950, porém se mantém atual até hoje. Ele propõe discussões sobre os benefícios e malefícios da tecnologia e as implicações disso no nosso futuro. O filme de mesmo nome, lançado em 2004, possui muitos elementos retirados desses contos.

Apesar de se basear apenas em robôs e sua interação com a humanidade, gostei muito livro. O autor leva ao limite as leis da robótica, criando paradigmas e situações complexas para os personagens. Os contos são curtos, as histórias são simples e a linguagem é fácil de ler, o que torna a leitura fluida e agradável.

Não há raças alienígenas, guerras interplanetárias nem super naves espaciais, no entanto, recomendo esse livro para todos que gostam de ficção científica, especialmente robôs.

Nota 7

Crítica – It: A Coisa

It: a coisa capaIt: A Coisa
Título Original: It
Diretor: Andy Muschietti
Atores: Bill Skarsgård, Jaeden Lieberher e Finn Wolfhard
Ano: 2017

Sinopse
Um grupo de sete adolescentes de Derry, uma cidade no Maine, formam o auto-intitulado “Losers Club” – o clube dos perdedores. A pacata rotina da cidade é abalada quando crianças começam a desaparecer e tudo o que pode ser encontrado delas são partes de seus corpos. Logo, os integrantes do “Losers Club” acabam ficando face a face com o responsável pelos crimes: o palhaço Pennywise.

Opinião
It: A coisa é um filme de terror baseado no livro de Stephen King publicado no Brasil como A Coisa. Nele, o autor conta a história de uma pequena cidade no interior dos Estados Unidos que enfrenta uma onda de desaparecimento de crianças. Um grupo de jovens, intitulado como O Grupo dos Perdedores, se junta para tentar acabar com a ameaça, encarnada pelo macabro palhaço Pennywise.

O filme foi muito bem dirigido pelo não tão conhecido Andy Muschietti, aonde ele consegue mostrar com detalhes como era a vida nos anos 80 em uma cidade do interior norte americano. Todos os cenários foram muito bem montados para retratar essa época e há uma preocupação desde as roupas e cabelos dos personagens até as casas e móveis. Não há nenhum grande ator Hollywoodiano, porém o elenco foi muito bem escolhido e cada um consegue representar muito bem o seu papel.

Eu li o livro a muito tempo atrás e me lembrava apenas dos fatos principais, no entanto, consegui reconhecer todos eles dentro do filme. No livro, o autor utiliza muito flashbacks, recurso que não foi utilizado no filme, o que na minha opinião deixou a história mais fluida.

Gostei muito do filme e arrisco dizer que esse é um dos melhores do gênero dos últimos tempos. É um terror psicológico que não daria medo em várias pessoas, mas que para aquele personagem é aterrorizante. E quanto mais você se identifica com os personagens e se conecta com a história, maior é o medo que você vai sentindo.

Aguardo ansiosamente pela segunda parte.

Nota 9

Resenha – O Homem de São Petersburgo

O homem de sao petersburgo - capaO Homem de São Petersburgo
Título original: The Man from St. Petersburg
Autor: Ken Follet
Editora: Arqueiro
Páginas: 336
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Sinopse
A história pode estar prestes a mudar. 1914: a Alemanha se prepara para a guerra e os Aliados começam a construir suas defesas. Ambos os lados precisam da Rússia, que enfrenta graves problemas internos e vive na iminência de uma revolução. Na Inglaterra, Winston Churchill arquiteta uma negociação secreta com o príncipe Aleksei Orlov, visando a um acordo com os russos.

No entanto, o anarquista Feliks Kschessinsky, um homem sem nada a perder, está disposto a tudo para impedir que seu país envie milhões de rapazes para os campos de batalha de uma guerra que nem sequer compreendem. Para isso, ele se infiltra na Inglaterra com a intenção de assassinar o príncipe e, assim, frustrar a aliança entre russos e britânicos.

Opinião
“O Homem de São Petersburgo” é um livro de ficção escrito por Ken Follet, originalmente publicado em 1982.
A história tem como pano de fundo as negociações diplomáticas entre Inglaterra e Rússia que antecederam a primeira guerra mundial. Um casa da aristocracia inglesa recebe um príncipe russo para negociar uma aliança entre os países antes que a guerra comece, no entanto, um anarquista russo é designado para impedir que essas negociações aconteçam e assim evitar que a Rússia entre na guerra.

Mesmo sendo um livro de ficção, ele baseado em alguns fatos e personagens reais, como Winston Churchill, e tem no início do livro as fontes de onde os fatos foram retirados. O autor fez uma grande pesquisa e apresenta um excelente panorama da época, descrevendo desde as comidas às casas e acomodações dos personagens.

Este é um romance histórico muito bem escrito por Ken Follet aonde ele consegue dosar muito bem o nível de detalhamento para que a leitura não fique maçante. Os personagens são muito bem descritos e desenvolvidos, mostrando como era o pensamento da época e os conflitos ideológicos que eles enfrentam.

Acredito que a parte histórica é realmente apenas um pano de fundo para a história, talvez pela falta de ferramentas de pesquisa ou informações na época em que o livro foi escrito. O fato é que o foco principal do livro é o romance de alguns dos personagens e suas implicações no contexto. Para as pessoas que esperam um livro mais histórico, como a trilogia “O Século” em que praticamente tudo é baseado em fatos reais, é bem provável que se decepcionem. No entanto, se você quer ler um bom romance baseado no início do século XX, esse é uma ótima indicação.

Nota 7

Crítica – Annabelle 2 – A Criação do Mal

Annabelle 2 Poster

Annabelle 2 – Criação do Mal
Título Original: Annabelle: Creation
Diretor: David F. Sandberg
Atores: Stephanie Sigman, Talitha Bateman, Anthony LaPaglia e Miranda Otto
Ano: 2017

Sinopse
Anos após a trágica morte de sua filha, um habilidoso artesão de bonecas e sua esposa decidem, por caridade, acolher em sua casa uma freira e dezenas de meninas desalojadas de um orfanato. Atormentado pelas lembranças traumáticas, o casal ainda precisa lidar com um amedrontador demônio do passado: Annabelle, criação do artesão.

Opinião
Ao ouvir que Annabelle receberia o segundo filme fiquei desapontado. Seria a sua quarta aparição no cinema, que começou com o primeiro filme dos Waldens (Invocação do Mal). O casal possui muitos outros objetos interessantes que poderiam ser explorados ou outras histórias que poderiam ser contadas.

Fui ao cinema descrente, achando que veria um filme com uma história fraca e com sustos forçados (como aquelas cenas de total silêncio que uma porta bate com um som exageradamente alto e você, no mínimo, pula da cadeira). No entanto, saí do cinema satisfeito sabendo que tinha gasto meu dinheiro com um bom filme.

A história é simples, sem muitas reviravoltas, com poucos atores e se passa mais de 90% no mesmo cenário. Apesar disso, o roteirista conseguiu conta a história de uma maneira excelente. Há várias cenas de suspense com aparições sobrenaturais e bons sustos (sim, você vai pular da cadeira pelo menos uma vez), sempre fazendo referência a boneca Annabelle a aos outros filmes dos Warren. Muitas vezes, o que te passa a sensação de medo não é o que você está vendo, e sim o que você não consegue ver. Mais ou menos no estilo Bruxa de Blair.

A atuação dos atores foi muito boa, principalmente das meninas, que conseguem transmitir uma sensação real de medo. Porém, acredito que este filme, e muitos outros, sofrerem de um grave problema lógica. Se eu escuto uma vitrola tocando num quarto vazio e trancado a minha reação é sair de lá o mais rápido possível e não entrar no quarto.

Acredito que a história da boneca Annabelle esteja encerrada e com um filme a altura de sua importância para a série.

Nota 8

Crítica – Guardiões da Galáxia Vol. 2

Guardiões da Galaxia 2 Poster

Guardiões da Galáxia Vol. 2
Título Original: Guardians of the Galaxy Vol. 2
Diretor: James Gunn
Atores: Chris Pratt, Zoe Saldana, Dave Bautista, Vin Diesel e Bradley Cooper
Ano: 2017

Sinopse
Agora já conhecidos como os Guardiões da Galáxia, os guerreiros viajam ao longo do cosmos e lutam para manter sua nova família unida. Enquanto isso tentam desvendar os mistérios da verdadeira paternidade de Peter Quill (Chris Pratt).

Opinião
Depois do final do primeiro filme (Guardiões da Galáxia) fiquei muito ansioso esperando pela sua continuação. Muitas questões ficaram no ar e eu queria conhecer muito mais dos personagens e suas histórias e o universo em que eles estavam vivendo.

O filme começa com uma cena de ação, focando no pequeno Groot enquanto a porrada come solta. O motivo de tudo aquilo é explicado um pouco depois. Porém, as coisas não dão muito certo e isso persegue os personagens durante o filme. Sem contar muito mais da história, posso dizer que o filme inteiro é baseado em relacionamentos. O principal é entre Peter Quill (mais conhecido, ou não, como Star-Lord) e seu pai e os secundários, envolvendo os outros guardiões.

Achei que a história foi muito focada no Peter Quill, que é o ponto central da trama, e pouco se desenvolveu dos outros membros do grupo, chegando a ser enfadonha em certos pontos. Além disso, acredito que os roteiristas perderam um pouco a mão no humor, uma das grande qualidades do primeiro filme, colocando piadas com o timming errado ou simplesmente sem graça.

O visual e a trilha sonora são um espetáculo à parte. Com belíssimas cenas e ótimas musicas, aí sim, em um timming perfeito com a história e os diálogos. As atuações foram boas, especialmente a de Kurt Russell. Deixo ainda o meu elogio a excelente reprodução do ator mais novo. Impressionante! Aparentemente, novos personagens foram adicionados aos Guardiões, o que pode ser preocupante ou excelente, pois são mais histórias que podem ser exploradas se, e somente se, os próximos filmes não foram focados em apenas um personagem.

Fiquei um pouco decepcionado com esta continuação, mesmo tirando toda a expectativa que eu tinha. Achei que infelizmente ele não conseguiu manter o mesmo nível do primeiro filme, com uma história não tão interessante e personagens um pouco apáticos. No entanto é um bom filme para se ver principalmente para aqueles que gostam de ficção científica.

Nota 8

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