Autor: Abha Dawesar
Título Original: Babyji
ISBN: 9788588193406
Editora:
Páginas: 384
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Sinopse
Nova Délhi, Índia, anos 1990. A violência, fruto da desigualdade das castas, divide o país; os estudantes se imolam em manifestações contra o governo.
Anamika tem 16 anos, mora num bairro de classe média alta e desperta para a sensualidade e para a vida. Na escola, ela é a melhor aluna de Física Quântica. Em casa, se esgueira da sala de visita dos pais para a garagem onde lê o Kama Sutra. Seduz uma elegante divorciada, a empregada doméstica da família e a colega de classe mais cobiçada pelos rapazes. Adolescente precoce, ela se confronta com questões difíceis para qualquer pessoa até com o dobro da sua idade. Babyji é o livro de estreia no Brasil da romancista indiana Abha Dawesar, escritora saudada pela crítica internacional e já publicada em mais de dez países. O título foi laureado com o “Lambda Literary Award 2005” e o “American Library Association’s Stonewall A ward 2006”.

Opinião
Em Babyji acompanhamos a trajetória de Anamika, uma adolescente de 16 anos que está se descobrindo sexualmente e indo contra os costumes e regras da sociedade hindu.
Gostei da personagem pela força e inconformismo com a realidade indiana, onde as mulheres são tratadas como seres inferiores e como se isso já não bastasse ainda tem um sistema de castas que é hereditário, ou seja, se você nasceu pobre vai morrer pobre e assim será com seus filhos. Apesar disso, Anamika tenta tratar todas as pessoas da mesma forma e é assim que ela consegue ter relacionamentos com pessoas tão diferentes, desde uma mulher de uma alta casta até a sua empregada.
Acompanhar os desejos e pensamentos de Anamika é bem interessante pois ela começa a filosofar sobre o sentido da vida e fazer comparações com fórmulas físicas e matemáticas. Mas o que eu mais gostei é que Babyji me levou para viajar para India (nunca tinha lido algo de lá) e a autora descreve bem o dia a dia dos hindus, suas regras, costumes, preconceitos e tabus.
Vendo a sinopse pensei que o livro fosse forte mas tem tudo na medida certa e a única coisa que não gostei muito foi do final do livro porque ele terminou sem acabar. Espero que tenha uma continuação!

Nota 8

Blogueira, booktuber e desenvolvedora de sistemas . Apaixonada por livros, séries, chocolate e coisinhas fofas.
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20 comments on “Resenha – Babyji”

  1. Também nunca lida nada sobre a Índia, apesar de passar um comercial incrível na CNN que dá uma maior vontade de conhecer o país!

    Gosto de livro assim, que relatam o amadurecimento em diversos países a gente não sabe a sorte de poder crescer em um país livre como o nosso!

    E por mais que um livro desses pode ser um pouco forte, acho que vale a pena para podermos mergulhar na estória!

    Como sempre uma resenha para deixar com vontade de ler!

    Beijos!

  2. Toda vez que leio sobre uma personagem forte do sexo feminino penso em Madame Bovary e também em Capitu. Dar voz ao sexo feminino em épocas onde a emancipação era tabu é muito difícil. Porém fazê-lo onde a religiosidade antiquada e desumana impera deve ser ainda mais difícil. Louvável o texto e bela resenha. Parabéns.

  3. Como o Rodolfo falou acima sobre personagens fortes femininas, escrevo para dizer que na Europa, a personagem deste livro – Babyji -, que quer dizer “bebezinho”, pois “ji” em hindu é o sufixo diminutivo — bem, esta personagem foi comparada por muito críticos à Lolita, do célebre romance de Nabokov. Belo comentário, Rodolfo.
    Sou a editora do livro no Brasil e gosto muito de ler os comentários dos leitores.

      • Não tem continuação, não; mas não acho que ele não tenha final — é um final em aberto deixando para o leitor imaginar qual será a nova vida de Babyji; a adolescência dela acabou e vemos que ela agora está madura para encarar o futuro; será que ela continuará se apaixonando por mulheres? será que não voltará à Índia? fica pra imaginação, pois o livro já terminou de nos contar uma parte de sua vida…

  4. Eu considero importante publicação desses livros aqui.
    Muitas culturas, como a indiana, são muito distantes da nossa realidade, e é sempre bom estar aberto a essas discussões!
    Eu nunca li Lolita, mas está na minha infinita lista!
    Parabéns a Editora Sá, por publicar livros assim!

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