Categoria: Resenha

Resenha – The End Of All Things

The End Of All Things CapaThe End Of All Things (Guerra do Velho #6)
Autor: John Scalzi
Editora: Tor Books
Páginas: 380
Comprar: Amazon

Sinopse
Humans expanded into space…only to find a universe populated with multiple alien species bent on their destruction. Thus was the Colonial Union formed, to help protect us from a hostile universe. The Colonial Union used the Earth and its excess population for colonists and soldiers. It was a good arrangement…for the Colonial Union. Then the Earth said: no more.

Now the Colonial Union is living on borrowed time—a couple of decades at most, before the ranks of the Colonial Defense Forces are depleted and the struggling human colonies are vulnerable to the alien species who have been waiting for the first sign of weakness, to drive humanity to ruin. And there’s another problem: A group, lurking in the darkness of space, playing human and alien against each other—and against their own kind —for their own unknown reasons.

In this collapsing universe, CDF Lieutenant Harry Wilson and the Colonial Union diplomats he works with race against the clock to discover who is behind attacks on the Union and on alien races, to seek peace with a suspicious, angry Earth, and keep humanity’s union intact…or else risk oblivion, and extinction—and the end of all things.

Opinião
Este é o sexto e último livro da série “Guerra do Velho”, que começou com o livro de mesmo nome. O livro é dividido em quatro partes, focando em um personagem e contando uma parte dos últimos dias das coisas como elas são. A história é cheia de tramas políticas e questões diplomáticas envolvendo a Terra, a União Colonial e a Conclave.

Achei a história muito boa, mais focada nas tramas políticas do que na ação. Não há muitos elementos novos dentro do universo da “Guerra do Velho”, portanto não espere nenhuma grande novidade. É um livro em que você passa o tempo inteiro com aquele sentimento de que as coisas estão ruins e que logo vão acabar da pior maneira para a humanidade.

Eu gosto muito da escrita do John Scalzi, acho ela fluida e dinâmica. São livros que não são maçantes e te prendem na história desde o início. Neste livro, a divisão em quatro partes foi muito bem feita, fazendo total sentido dentro do contexto maior. Os personagens não são profundamente caracterizados ou psicologicamente desenvolvidos, até porque cada parte tem o seu personagem principal. No entanto, os personagens são suficientemente descritos de maneira que que você sinta empatia por cada um e tenha vontade de continuar a ler suas histórias.

Achei o livro muito bom, digno da séria que ele encerra. Acredito que alguns pontos ainda ficaram muito abertos. Por exemplo, no plano final não dá para saber se todos cumprirão as suas partes ou se todos vão viver felizes para sempre. Existe brecha para um novo livro, mas acredito que a maioria dos pontos foram resolvidos e que uma continuação dessa história seria muito difícil. O que não impede um novo livro da série com uma história de uma época passada, por exemplo a criação da União Colonial.

Nota 9

Engenheiro eletricista, rato de biblioteca e apaixonado por livros, filmes, jogos de computadores e de tabuleiro.

Resenha – O Perfume

Capa do livro O PerfumeO Perfume – A História de um Assassino
Título original: Das Parfum – Die Geschichte eines Mörders
Autor: Patrick Süskind
Editora: Editora Record
Páginas: 279
Comprar: Amazon|Submarino|Americanas

Sinopse
França, século XVIII. O recém-nascido Jean-Baptiste Grenouille é abandonado pela mãe junto a restos de peixes em um mercado parisiense. Rejeitado também pela natureza, que lhe negou o direito de exalar o cheiro característico dos seres humanos, pelas amas-de-leite e por instituições religiosas, o menino Grenouille cresce sobrevivendo ao repúdio, a acidentes e doenças. Ainda jovem descobre ser dotado de imensa sensibilidade olfativa e parte em busca da essência perfeita, do perfume que lhe falta para seduzir e dominar qualquer pessoa. Nessa busca obsessiva, ele usurpa a essência dos corpos de suas vítimas.

Opinião
Recentemente o podcast Covil de Livros fez um cast sobre o livro O Perfume e chamou muito minha atenção. Esse livro é de 1985 mas eu nunca tinha ouvido falar nele, o que me deixou espantada pois até tem um filme baseado nele que eu também não conhecia. É, eu sei, sou desinformada mesmo 😛 Pois bem, assim que eu acabei de ouvir o podcast, fui correndo atrás do livro.

Em O Perfume Patrick Süskind nos mostra o mundo a partir de outro ponto de vista, ou melhor, a partir de cheiros. Com seu personagem Grenouille desprovido de qualquer odor característico mas que possui um super poder olfativo, vamos acompanhando sua saga desde seu nascimento até sua vida adulta onde tudo se baseia em cheiros.

Desde pequeno Grenouille causa estranhamento nas pessoas mas elas não sabem o porque mas isso ocorre pois a criança não exala nenhum cheiro. Quando ele vai crescendo e descobrindo sua hipersensibilidade olfativa, Grenouille começa a trabalhar com um perfumista e, por conta de seu dom, consegue combinar vários ingredientes para criar perfumes perfeitos e harmônicos. Além disso, ele sabe a importância que os cheiros tem para as pessoas e com isso começa a criar um perfume para cada sentimento que ele quer despertar. Quer passar desapercebido? Quer ser desejado? Quer transparecer bondade e inocência? Grenouille controlava facilmente as pessoas pelo seu cheiro artificial. Isso não seria um problema tão grande se Grenouille parasse por ai mas ele decidiu fazer o melhor perfume do mundo, que despertasse os desejos mais intensos nas pessoas que o sentisse.

A história parece ser sem graça no começo mas é impossível não mergulhar na sua história usando nossa memória olfativa. Enquanto você lê o livro, toda a descrição de cheiros dada por Patrick Süskind compõe seu cenário sem se preocupar muito com a descrição visual das coisas.

O livro é pequeno mas achei que as vezes o autor pecou no excesso de descrição e em certas partes o livro ficou bem maçante. De qualquer forma vale a pena a leitura, achei a história muito criativa e, por mais maluca que pareça, totalmente crível.

Nota 8

Blogueira, booktuber e desenvolvedora de sistemas . Apaixonada por livros, séries, chocolate e coisinhas fofas.

Resenha – O Livro dos Cachos

Capa O livro dos cachosO livro dos cachos
Autor: Sabrinah Giampá
Editora: Paralela
Páginas: 144

Sinopse
“O liso é sempre mais chique e elegante!”
“O cabelo enrolado não é profissional.”
“Não dá para ir à festa sem fazer chapinha!”

Se você tem cachos, provavelmente escuta frases como essas desde a infância. Isso porque, em nossa sociedade, o cabelo não liso é tido como um problema que deve ser corrigido a qualquer custo. Não é à toa que o Brasil é um dos países em que mais se gasta dinheiro com tratamentos químicos de alisamento.
Mas o que está por trás da suposta supremacia do liso? Quais são os males que as escovas progressivas, japonesas e afins trazem para nossa saúde? Como tratar, hidratar e estilizar nosso cabelo (e o de nossas filhas) de forma eficaz e saudável, respeitando a natureza dos fios?
Em O livro dos cachos, Sabrinah Giampá – jornalista e cabeleireira com especialização em cachos – responde a todas essas perguntas de maneira simples e direta. De quebra, ensina técnicas infalíveis para escolher os produtos adequados, higienizar o cabelo da maneira correta e, claro, combater o ressecamento e o tão temido frizz. Uma leitura indispensável para todas as mulheres, cacheadas ou não. E aí? Pronta para fazer as pazes com suas madeixas?

Opinião

Você tem o cabelo ruim

Sabe essa frase acima? Eu cresci ouvindo ela.
Muitas meninas no Brasil cresceram aprendendo que cabelo cacheado é ruim, feio e que não combina com ninguém. Resultado? Várias meninas/mulheres passando mil produtos químicos para ter o cabelo liso que a sociedade determinou como sendo o cabelo ideal. Só para esclarecer, eu fui uma delas.

“O Livro dos Cachos” é como se fosse uma manual para as cacheadas. Começa falando sobre cada tipo de cabelo e curvatura e qual o melhor método para cuidar do seu tipo de cabelo. Nele contém também a descrição dos métodos de low-poo e no-poo, como eles funcionam, ingredientes proibidos e como se iniciar na técnica. Além disso, o livro também trata de empoderamento e aceitação.
Sabe quando o povo fala que “tá na moda ter o cabelo cacheado”? Então, não é moda. O ponto é que finalmente as mulheres se sentiram livres e fortes o suficiente para encarar a sociedade e se amar como são.

Se você é uma das que não aceita seu cabelo natural, é impossível não se identificar com a luta que a Sabrinah travou por anos contra seu cabelo até finalmente aceitá-lo e descobrir como cuidar dele.
Além disso, ele traz o depoimentos de várias mulheres que foram ofendidas por conta de seus cachos, mostrando o quanto é difícil se aceitar quando o mundo lá fora não para de destruir sua autoestima mas que todo o esforço vale a pena no final.

Esse livro é perfeito para quem está pensando em iniciar ou já iniciou a transição capilar e quer saber mais sobre como cuidar de seus cabelos naturais. No final do livro ele traz um mini dicionário de termos que as cacheadas estão acostumadas a utilizar então se torna bem útil para quem está passando por essa fase e ainda está um pouco perdida.

P.S. Eu estou passando pela transição capilar e fiz um Instagram para mostrar/incentivar/receber apoio de outras pessoas que também estão passando por isso. Se quiser me seguir o Insta é @projeto_cabelonatural

Nota 7

Blogueira, booktuber e desenvolvedora de sistemas . Apaixonada por livros, séries, chocolate e coisinhas fofas.

Resenha – Fearless Conversation

Fearless Conversation Capa
Fearless Conversation
Autor: Anthony Sampson
Editora: Independente
Páginas: 40
Comprar: Amazon

Sinopse
It might surprise you to hear that many people think that the most popular way of communicating with other people is through the mouth. But what they didn’t know is that actual verbal communication accounts to only around 10% (or even less) of the overall means to convey a message.

Moreover, you can never determine the truthfulness or sincerity of people by what they say alone. In fact, words transmitted verbally oftentimes do not reflect what people really think or feel. The only way you can determine their true inner feelings and thoughts is by reading their body language and analyzing.

You’ll learn secret psychological techniques that will turn your life upside-down and there won’t be any obstacles preventing you from gaining the respect and freedom that you want and deserve. I’ve broken them down to see exactly how you can use their findings to your advantage. Every piece of advice in this book is 100% backed by in-depth, peer-reviewed research.

Opinião
Estava em busca de um livro para treinar meu inglês e achei esse livro de graça no Kindle Unlimited. Não pensei duas vezes para pegá-lo para ler pois além de melhorar meu inglês, ainda aprenderia a conversar com as pessoas.

Sabe aquelas situações em que você tem que interagir com alguém desconhecido? Ou pode até ser alguém conhecido mas que você não costuma conversar… e tem aquele momento onde jogar conversa fora é inevitável senão o silêncio constrangedor toma conta… Então, isso é um sofrimento para pessoas tímidas que nem eu. A ideia desse livro é nos ajudar a passar por essas horas difíceis com algumas dicas que, segundo o autor, são infalíveis.

As dicas são boas e fazem sentido. O que não significa que seja fácil para colocar em prática num primeiro momento. O autor indica, por exemplo, aquele velho truque de fazer a outra pessoa falar mais. Como? É só você demonstrar interesse, fazer perguntas e deixar a pessoa falar horrores rs Ok, isso é um truque bem conhecido. O problema com isso é o seguinte: como saber se você não está fazendo perguntas demais e sendo invasivo? Eu particularmente não gosto quando as pessoas fazem isso comigo e por isso acho difícil colocar isso em prática.
Outra tática que o autor indica é achar algo em comum que você e a outra pessoa goste. Esporte? Música? Séries? Não importa. Quando você encontra o assunto de ouro, a conversa flui facilmente.

O livro não se propõe a dar nenhuma solução mágica. São dicas simples que precisamos exercitar para ser mais natural em nossas conversas.
Difícil é se expor para treinar né? 😀

Nota 6

Blogueira, booktuber e desenvolvedora de sistemas . Apaixonada por livros, séries, chocolate e coisinhas fofas.

Resenha – Capitães da Areia


Capa do livro Capitães da AreiaCapitães da Areia
Autor: Jorge Amado
Páginas: 280
Editora: Companhia de Bolso

Sinopse
Capitães da Areia, a história crua e comovente de meninos pobres que moram num trapiche em Salvador e clássico absoluto dos livros sobre a infância abandonada, assombrou e encantou várias gerações de leitores e permanece hoje tão atual quanto na época em que foi escrito.

Opinião
Quem acompanha o blog e o canal do Youtube sabe que eu costumo fugir de literatura clássica nacional. Isso é resultado de um trauma vindo da escola onde fui “obrigada” a ler “O triste fim de Policarpo Quaresma” e outros livros que os professores costumam passar e que raramente os jovens gostam.

Pois bem, eu me desafiei a ler um clássico nacional pois não posso julgar todos os livros por conta de 2 ou 3 que li (ou tentei ler) na minha adolescência. Foi ai que eu ouvi um Cabulosocast sobre o livro “Gabriela cravo e canela” de Jorge Amado onde eles falaram um pouco sobre a vida do autor e citaram o livro “Capitães da Areia”.
No podcast foi falado que na época da ditadura os militares queimaram vários exemplares do tal livro e foi assim, por curiosidade, que decidi lê-lo.

O livro se passa em Salvador na Bahia e conta a história de um grupo de meninos de rua que vivem em um trapiche e assombra os cidadãos soteropolitanos com seus constantes furtos.
A história chama atenção pois já começa com partes de artigos de jornais falando sobre o combate aos Capitães da Areia e sobre como a polícia trata, de forma abusiva, os jovens infratores. Após isso temos a chance de acompanhar a vida desses meninos abandonados e entender, de alguma forma, o que se passa na cabeça deles. Foi a partir daí que eu fiquei impressionada com a escrita do Jorge Amado e como ele foi capaz de dar vida a esses personagens tão reais.

Esse grupo de meninos é bem grande mas ao longo da história o autor desenvolve mais profundamente alguns personagens como Pedro Bala (chefe do grupo), o Gato (malandro e vaidoso), Volta-Seca (admirador do cangaceiro Lampião), Sem-Pernas (deficiente físico e traumatizado com seu passado), Professor (amante dos livros e tem um dom para as artes), Pirulito (garoto que encontrou conforto na religião Católica) entre outros.
Além dos meninos, há alguns personagens extremamente importantes para o desenrolar da história. Alguns deles são: o Padre José Pedro que sempre tenta ajudar de alguma forma os Capitães da Areia e a Don’Aninha a mãe de santo que também sempre socorre os meninos, especialmente quando eles estão doentes.

Eu poderia ficar horas discorrendo sobre os personagens porque para mim eles são a parte mais envolvente do livro. Cada um com sua personalidade e princípios, vemos que eles tem regras comportamentais para o bom convívio no trapiche. E a melhor coisa é que no decorrer do livro, vemos que os traços mais marcantes de suas personalidades já deixa claro o futuro de cada um deles. Quando você acaba de ler você pensa “É, faz sentido…” porém isso não é óbvio no inicio do livro e não deixa de gerar um choque e surpreender o leitor.

Todos procuravam um carinho, qualquer coisa fora daquela vida: o Professor naqueles livros que lia a noite toda, o Gato na cama de uma mulher da vida que lhe dava dinheiro, Pirulito na oração que o transfigurava, Brandão e Almiro na areia no cais.

Após ler o livro pude entender o porque os exemplares foram queimados no período de ditadura no Brasil. Jorge Amado faz uma clara crítica política e mostra para o leitor que aqueles meninos que são sempre vistos como o mal do povo, na verdade são vítimas da própria sociedade injusta, deixando claro assim, seus ideais políticos contrários ao que estava se desenvolvendo na época.

Para quem quer iniciar a leitura nos clássicos, definitivamente eu indico Capitães da Areia. Apesar de ser um livro antigo, a linguagem é simples e não dificulta a leitura. Porém, devo dizer que se eu tivesse lido em minha época de ensino médio, provavelmente eu não teria gostado dele também. Creio que o livro pede uma certa maturidade para entender tudo que acontece nele e essa maturidade eu definitivamente não tinha aos meus 15 anos.

Por ter destruído meu preconceito com os clássicos, minha nota não poderia ser diferente de um belo 10!

Nota 10

Blogueira, booktuber e desenvolvedora de sistemas . Apaixonada por livros, séries, chocolate e coisinhas fofas.
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