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Resenha – Capitães da Areia


Capa do livro Capitães da AreiaCapitães da Areia
Autor: Jorge Amado
Páginas: 280
Editora: Companhia de Bolso

Sinopse
Capitães da Areia, a história crua e comovente de meninos pobres que moram num trapiche em Salvador e clássico absoluto dos livros sobre a infância abandonada, assombrou e encantou várias gerações de leitores e permanece hoje tão atual quanto na época em que foi escrito.

Opinião
Quem acompanha o blog e o canal do Youtube sabe que eu costumo fugir de literatura clássica nacional. Isso é resultado de um trauma vindo da escola onde fui “obrigada” a ler “O triste fim de Policarpo Quaresma” e outros livros que os professores costumam passar e que raramente os jovens gostam.

Pois bem, eu me desafiei a ler um clássico nacional pois não posso julgar todos os livros por conta de 2 ou 3 que li (ou tentei ler) na minha adolescência. Foi ai que eu ouvi um Cabulosocast sobre o livro “Gabriela cravo e canela” de Jorge Amado onde eles falaram um pouco sobre a vida do autor e citaram o livro “Capitães da Areia”.
No podcast foi falado que na época da ditadura os militares queimaram vários exemplares do tal livro e foi assim, por curiosidade, que decidi lê-lo.

O livro se passa em Salvador na Bahia e conta a história de um grupo de meninos de rua que vivem em um trapiche e assombra os cidadãos soteropolitanos com seus constantes furtos.
A história chama atenção pois já começa com partes de artigos de jornais falando sobre o combate aos Capitães da Areia e sobre como a polícia trata, de forma abusiva, os jovens infratores. Após isso temos a chance de acompanhar a vida desses meninos abandonados e entender, de alguma forma, o que se passa na cabeça deles. Foi a partir daí que eu fiquei impressionada com a escrita do Jorge Amado e como ele foi capaz de dar vida a esses personagens tão reais.

Esse grupo de meninos é bem grande mas ao longo da história o autor desenvolve mais profundamente alguns personagens como Pedro Bala (chefe do grupo), o Gato (malandro e vaidoso), Volta-Seca (admirador do cangaceiro Lampião), Sem-Pernas (deficiente físico e traumatizado com seu passado), Professor (amante dos livros e tem um dom para as artes), Pirulito (garoto que encontrou conforto na religião Católica) entre outros.
Além dos meninos, há alguns personagens extremamente importantes para o desenrolar da história. Alguns deles são: o Padre José Pedro que sempre tenta ajudar de alguma forma os Capitães da Areia e a Don’Aninha a mãe de santo que também sempre socorre os meninos, especialmente quando eles estão doentes.

Eu poderia ficar horas discorrendo sobre os personagens porque para mim eles são a parte mais envolvente do livro. Cada um com sua personalidade e princípios, vemos que eles tem regras comportamentais para o bom convívio no trapiche. E a melhor coisa é que no decorrer do livro, vemos que os traços mais marcantes de suas personalidades já deixa claro o futuro de cada um deles. Quando você acaba de ler você pensa “É, faz sentido…” porém isso não é óbvio no inicio do livro e não deixa de gerar um choque e surpreender o leitor.

Todos procuravam um carinho, qualquer coisa fora daquela vida: o Professor naqueles livros que lia a noite toda, o Gato na cama de uma mulher da vida que lhe dava dinheiro, Pirulito na oração que o transfigurava, Brandão e Almiro na areia no cais.

Após ler o livro pude entender o porque os exemplares foram queimados no período de ditadura no Brasil. Jorge Amado faz uma clara crítica política e mostra para o leitor que aqueles meninos que são sempre vistos como o mal do povo, na verdade são vítimas da própria sociedade injusta, deixando claro assim, seus ideais políticos contrários ao que estava se desenvolvendo na época.

Para quem quer iniciar a leitura nos clássicos, definitivamente eu indico Capitães da Areia. Apesar de ser um livro antigo, a linguagem é simples e não dificulta a leitura. Porém, devo dizer que se eu tivesse lido em minha época de ensino médio, provavelmente eu não teria gostado dele também. Creio que o livro pede uma certa maturidade para entender tudo que acontece nele e essa maturidade eu definitivamente não tinha aos meus 15 anos.

Por ter destruído meu preconceito com os clássicos, minha nota não poderia ser diferente de um belo 10!

Nota 10

Resenha – Orgulho e Preconceito

Orgulho e preconceito martin claretOrgulho e Preconceito
Título Original: Pride and Prejudice
Autor: Jane Austen
Editora: Martin Claret
Páginas: 304

Sinopse
Orgulho e Preconceito (1813) é a envolvente história de Fitzwillian Darcy e Elizabeth Bennet, os quais, à primeira vista (aliás, Fisrt Impressions, “Primeiras impressões”, foi o título originalmente dado por Jane Austen a esta obra), não têm uma boa opinião um do outro, mas, no desenvolvimento do enredo, acabam descobrindo que estavam totalmente enganados.

Esta é a obra mais aclamada desta autora, não só no Reino Unido como em todo mundo, e tem sido frequentemente adaptada para o cinema, televisão e teatro, com grande sucesso de público e crítica.

Opinião
Porque Mr. Darcy faz tanto sucesso? Essa foi a pergunta que me incentivou a dar prioridade a esse livro na lista dos 1001 Livros Para Ler Antes de Morrer. No começo não entendi como alguém poderia gostar daquele personagem arrogante mas ao final do livro eu já estava vestindo a camiseta de “I love Mr. Darcy”.

O que mais gostei desse livro foram os personagens que tem a personalidade muito bem definida, até mesmo os secundários. Elizabeth me encantou por ser tão astuta e a frente de seu tempo, seu pai me ganhou pelo tom sarcástico que utilizava sempre com sua mulher histérica e suas filhas afetadas. Jane, a filha mais doce e “perfeita demais” me deixou querendo sacudi-la para demonstrar um pouco mais de suas emoções e Mr. Darcy… Bem… Mr. Darcy, um homem arrogante e orgulhoso que depois se mostrou zeloso e apaixonado, levando as leitoras a loucura :D.

É suportável, mas não bonita o bastante para me animar; não estou com paciência no momento para dar atenção a mocinhas que foram desdenhadas por outros homens.

– Mr. Darcy sendo delicado como um elefante em uma loja de cristais

Não estou acostumada a ler romances antigos e achei bem engraçado ler um livro onde as pessoas só pensam em casamento e onde os valores monetários citados como um grande montante para a época, não valem muita coisa hoje em dia. Fora esses dois pontos, essa história poderia ser bem atual.

Mr. Bingley - Simon Woods
Mr. Bingley (Simon Woods)
Suspiros…

Eu já tinha assistido o filme Orgulho e Preconceito com a Keira Knightley e Matthew MacFadyen então o ruim disso é que os personagens automaticamente ganharam a cara dos atores. A parte boa foi que pelo menos pude sonhar um pouco com o Mr. Bingley do filme (Simon Woods).

E esse foi o segundo livro do ano que está na lista dos 1001 livros para ler antes de morrer. Mais um livro que faz total sentido fazer parte dessa lista, tanto pela complexidade dos personagens quanto pela reviravolta de sentimentos que causa no leitor em relação a Mr. Darcy.

Nota 9

1001 Livros Para Ler Antes de Morrer

Olá nerds leitores!

Hoje tenho uma novidade. Fiz meu primeiro vídeo para o blog! Morrendo de vergonha da câmera mas fiz 😳

Sigam o canal do Youtube porque farei mais vídeos futuramente.

Agora chega de enrolação e vamos para o vídeo!


Onde comprar o livro “1001 Livros Para Ler Antes de Morrer”:
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Esse post será atualizado sempre que eu ler um livro que faz parte dos 1001 Livros Para Ler Antes de Morrer. Veja abaixo as resenhas que já foram feitas.

O Morro dos Ventos Uivantes – Emily Brontë
O Assassinato de Roger Ackroyd – Agatha Christie
Orgulho e Preconceito – Jane Austen

Aqui está a lista dos 1001 livros. Veja quantos livros ainda faltam para você!

Resenha – O Assassinato de Roger Ackroyd

O Assassinato de Roger Ackroyd
Título Original: The Murder of Roger Ackroyd
Autor: Agatha Christie
Editora: Globo Livros
Página: 308
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Sinopse
O Assassinato de Roger Ackroyd – Em uma noite de setembro, o milionário Roger Ackroyd é encontrado morto, esfaqueado com uma adaga tunisiana – objeto raro de sua coleção particular – no quarto da mansão Fernly Park na pacata vila de King’s Abbott. A morte do fidalgo industrial é a terceira de uma misteriosa sequência de crimes, iniciada com a de Ashley Ferrars, que pode ter sido causada ou por uma ingestão acidental de soníferos ou envenenamento articulado por sua esposa – esta, aliás, completa a sequência de mortes, num provável suicídio.

Os três crimes em série chamam a atenção da velha Caroline Sheppard, irmã do dr. Sheppard, médico da cidade e narrador da história. Suspeitando de que haja uma relação entre as mortes, dada a proximidade de miss Ferrars com o também viúvo Roger Ackroyd, Caroline pede a ajuda do então aposentado detetive belga Hercule Poirot, que passava suas merecidas férias na vila.

Ameaças, chantagens, vícios, heranças, obsessões amorosas e uma carta reveladora deixada por miss Ferrars compõem o cenário desta surpreendente trama, cujo transcorrer elenca novos suspeitos a todo instante, exigindo a habitual perspicácia do detetive Poirot em seu retorno ao mundo das investigações. O assassinato de Roger Ackroyd é um dos mais famosos romances policiais da rainha do crime.

Opinião
Há alguns anos atrás, eu comprei o livro “1001 livros para ler antes de morrer” e resolvi fazer uma lista para ver quais livros eu já tinha lido. Infelizmente na minha lista tinha apenas 7 dos 1001!
Me senti a Rory Gilmore (de Gilmore Girls ou Tal mãe, tal filha no Brasil) quando descobriu que a biblioteca de Harvard tinha 13 milhões de livros e se sentiu um fracasso por só ter lido uns 300 durante a vida e que jamais teria tempo para ler todos eles.
Ok, não são 13 milhões, apenas 1001… mas o sentimento foi parecido. De qualquer forma, decidi que esse ano de 2015, eu teria como meta ler pelo menos 5 livros dessa lista e então, para começar, li “O Assassinato de Roger Ackroyd”.

Eu tinha lido apenas 1 livro da Agatha Christie, O Misterioso Caso de Styles que foi o primeiro post do blog (ignorem o quão horrível foi minha resenha, ou melhor, comentário sobre o livro).
Como eu tinha gostado muito, resolvi ler mais um livro da rainha do crime e ver o porque ele estava nessa seleta lista.

Como era de se esperar, praticamente todos os personagens da história parecem suspeitos do assassinato. Você tenta pegar alguma pista nos relatos contados, algum desvio de caráter nos personagens e procurar possíveis motivos para o personagem X ter matado Roger Ackroyd mas no final, você sempre acaba surpreendido.
Só existe uma pessoa que nunca se surpreende, o grande detetive Poirot! A linha do raciocínio do personagem é muito boa e ele tem umas sacadas muito rápidas. Não existiria muitos crimes misteriosos caso existisse de fato um Hercule Poirot.

Acredito que o grande diferencial desse livro seja o desfecho da história. É diferente de todos os livros de mistério que já li e fiquei durante um bom tempo sem acreditar no que tinha lido! Além de escrever muito bem o crime que parece “perfeito”, Agatha sempre encontra um jeito para surpreender seu leitor.

Achei coerente ter este título na lista dos “1001 livros para ler antes de morrer” e me animou muito para ler os próximos 4 livros do ano. Se eles seguirem esse nível de qualidade, não lerei outros livros até que acabe esses 1001! Aham, como se tal coisa fosse possível 😀

Nota 10

Resenha – O Morro dos Ventos Uivantes

Autor: Emily Brontë
Título Original: Wuthering Heights
ISBN: 9788563066022
Editora: Lua de Papel
Páginas: 292
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Sinopse
Na fazenda chamada Morro dos Ventos Uivantes nasce uma paixão devastadora entre Heathcliff e Catherine, amigos de infância e cruelmente separados pelo destino. Mas a união do casal é mais forte do que qualquer tormenta: um amor proibido que deixará rastros de ira e vingança. “Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna. Eu sou Heathcliff”, diz a apaixonada Cathy.
O único romance escrito por Emily Brontë e uma das histórias de amor mais belas de todos os tempos, O morro dos ventos uivantes é um clássico da literatura inglesa e tornou-se o livro favorito de milhares de pessoas, inclusive dos belos personagens de Stephenie Meyer.

Opinião
O morro dos ventos uivantes é diferente de tudo que já li e ele conseguiu me surpreender de diversas formas. Eu pensava que seria narrado por Catherine ou por Heathcliff, mas nós vemos a história através dos olhos da criada Nelly, o que é bom, assim, nós leitores, temos a visão de alguém de fora como se nós mesmos estivéssemos no romance.

Emily criou personagens bem complexos e não se definir se eram insensíveis demais, com os outros, ou se eram tão sensíveis que qualquer ato desencadeava uma série de sentimentos exagerados. E creio que seja por conta desse exagero, que o livro me fez sentir tantas emoções. Senti o amor de Edgar Linton, a humilhação de Hareton, o medo de Linton e principalmente a raiva que, pode se dizer todos, tinham do Heathcliff.
Eu pensava que o Sr. Heathcliff era o mocinho da história, mas me enganei totalmente. Ele é tão vingativo e mesquinho que até eu, que muitas vezes torço para o “bad guy” se dar bem, queria entrar no livro e acabar com ele!

Esse livro tem uma história muito dramática, com sentimentos, dos mais nobres aos mais primitivos, sempre mostrados de forma exagerada e é um daqueles que você não consegue soltar antes que acabe.

Nota 10

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