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Resenha – A Lenda de Ruff Ghanor – O Garoto-Cabra

A Lenda de Ruff Ghanor – O Garoto-Cabra
Autor: Leonel Caldela
Editora: Nerd Books
Páginas: 320
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Sinopse
Nos confins de uma terra inclemente, assolada por monstros e governada pelo terrível dragão Zamir, ergue-se o mosteiro de São Arnaldo. Os clérigos tentam viver em paz, sob o jugo do tirano, quando encontram um estranho garoto. Uma criança selvagem, dotada de poderes misteriosos, que luta como um adulto. Seu nome é como um rugido: Ruff Ghanor.

Descendente de uma linhagem esquecida de reis, Ruff Ghanor pode ser o escolhido para combater o dragão. Vivendo no mosteiro isolado, ele cresce sob o peso de seu destino, cercado pelos amigos e amores de sua infância. Capaz de causar terremotos com as mãos e treinado desde cedo pelo rigoroso prior, Ruff tem um futuro de glória e sangue a sua frente.

Esta é a história de um jovem com um dever monumental, imposto por homens e deuses. Uma vida repleta de fúria e paixão, medo e fé. O início da jornada de um herói e de um rei.

Opinião
Ruff Ghanor surgiu na trilogia de Nerdcast sobre RPG. Essa trilogia se passa no reino de Ghanor porém esse personagem já estava morto e não fazia parte ativamente da história.
Decidindo se aprofundar mais nesse reino, os criadores do Nerdcast, Deive Pazos (Azaghal) e Alexandre Ottoni (Jovem Nerd) chamaram o escritor Leonel Caldela para dar vida a Ruff Ghanor.

Leonel é um escritor acostumado a criar romances a partir de mundos de RPG. Tenho livros dele na fila de leitura mas nunca tinha lido nada. A Lenda de Ruff Ghanor – O Garoto Cabra foi o primeiro e eu gostei muito.

Leonel conta a primeira parte da vida de Ruff que foi encontrado por dois clérigos em um local extremamente perigoso e foi levado ao mosteiro de São Arnaldo, onde cresceu junto com os clérigos e, vendo o potencial e a linhagem de Ghanor, o prior do mosteiro o treinou para ser um ótimo guerreiro e um operador de milagres.
Ghanor foi criado com um objetivo de vida: destruir o grande dragão Zamir, um tirano que possui um extenso exército de hobgoblins selvagens que destruíam vilas por onde passavam, abusavam de mulheres e faziam seus homens de escravos. Ghanor seria o salvador desses pobres moradores, ele estava destinado a isso e com a graça de São Arnaldo, ele acreditava conseguir desafiar o dragão.

Esse livro é o primeiro de uma trilogia e isso me preocupa um pouco. Ele tem uma história muito boa, a leitura é rápida pois quando começa a ler não da vontade de parar porém, seu conteúdo é muito denso. Você acha que leu horrores mas passou apenas algumas páginas e é exatamente isso que me preocupa.
Nesse livro o autor descreve praticamente a vida inteira de Ghanor até seus 20 e poucos anos. O final dele é incrivelmente surpreendente e imagino facilmente o fechamento dessa história no próximo livro. Meu medo é que o segundo livro seja apenas um “enche linguiça” para finalmente finalizar a história no terceiro livro.

Espero estar errada e que Leonel Caldela continue fazendo esse ótimo trabalho e, claro, que não demore muito! Muito ansiosa para continuar descobrindo a vida do Garoto-Cabra, e sim, tem uma explicação para esse nome esquisito 😀

Nota 8

Resenha – 1Q84 – Livro 1

1Q84 – Livro 1
Título Original: 1Q84
Autor: Haruki Murakami
Editora: Alfaguara
Páginas: 432
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Sinopse
Assumidamente inspirado na obra-prima de George Orwell, o título se situa no ano de 1984. No primeiro volume, Murakami apresenta Aomame, uma mulher que esconde a profissão de assassina. Em uma tarde no início de abril, ela está parada num táxi, em meio ao trânsito de uma via expressa de Tóquio. Temendo não chegar a tempo de resolver uma pendência no bairro de Shibuya, ela se vê diante de uma opção inusitada proposta pelo motorista: descer do veículo e seguir por uma escada de emergência em plena avenida.

Apesar de um estranho aviso do taxista, que diz que as coisas à volta dela se tornarão estranhas ao fazer algo tão incomum, Aomame segue a sugestão inicial. Após descer a escada de emergência e seguir seu caminho, ela repara aos poucos que certos aspectos da realidade se tornaram diferentes: por exemplo, as armas utilizadas pelos policiais não são mais pistolas e as manchetes nos jornais são completamente distintas em relação às que ela havia lido nos últimos dias.

Em paralelo à trama de Aomame, o professor de matemática e aspirante a escritor Tengo se envolve em um misterioso projeto de refazer um romance escrito por uma menina de 17 anos. Apesar do receio em assumir o papel de escritor fantasma de Crisálida no ar, um livro fantasioso e enigmático mas cheio de pequenos defeitos, ele se convence a realizar a tarefa. Mas, para isso, deve conhecer antes a autora, uma estranha jovem chamada Fukaeri.

À medida em que as histórias vão se alternando, Aomame continua a perceber diferenças sutis na realidade. Ela se dá conta que, ao descer a escada de emergência da via expressa, passou de alguma forma a habitar um mundo discretamente distinto – que acaba batizando de 1Q84. Já Tengo, aos poucos, passa a reparar em estranhas semelhanças entre a ficção fantasiosa de Fukaeri e a realidade, além de perceber que parece correr algum tipo de perigo quando se vê envolvido com uma misteriosa seita. De forma alternada, Murakami narra duas histórias que aos poucos convergem.

Opinião
1Q84 foi o livro que testou meus princípios de bookaholic que odeia abandonar um livro depois de ter começado a ler.

Como dito no post “Sobre os riscos de se sentir burro durante uma leitura“, é um livro que tem muitas avaliações positivas e Haruki Murakami é um escritor japonês renomado que muita gente adora e eu estava me sentindo uma mula por que apenas conseguia tirar um cochilo antes de ler 2 páginas.

Pois bem, eu odeio largar um livro pela metade então segui firme e forte na leitura noturna e finalmente consegui terminá-lo. O problema é que esse livro é apenas a primeira parte da história!
Resultado? Challenge accepted! Vou insistir ainda mais e acabar essa trilogia!.

A história é focada basicamente em dois personagens: Aonami e Tengo. Cada capítulo é centralizado em um deles alternadamente. Aonami é uma assassina profissional e Tengo um escritor que aceita fazer modificações em um livro, Crisállida de Ar escrito por uma garota chamada Fukaeri, porém o livro será lançado como se fosse inteiramente dela, ou seja, uma atividade de moral duvidosa.
Em meio a tudo isso, Aonami nota que o mundo está mudando e que ela não se lembra de acontecimentos importantes do ano que está vivendo 1984 e o chama de 1Q84.

O maior problema desse livro é que Haruki Murakami é muito detalhista e deixa a leitura arrastada, por exemplo, umas 15 páginas apenas com Aonami dentro de um táxi presa em um engarrafamento, devaneando sobre tudo ao seu redor, o taxista, a música e onde ela ouviu a música, o que ela vai fazer quando sair dali…

Agora você me pergunta “Mas por que raios você vai continuar insistindo nesse livro?”. Bem… além do livro ter me ajudado com a insônia 😀 , quase ao final do livro o autor inseriu uma sociedade secreta, seres estranhos e aparentemente um mundo paralelo, dando um toque de fantasia que me deixou bem curiosa.

Os livros não são pequenos (parte 2 tem 376 páginas e parte 3 tem 472 páginas) mas vou insistir, quem sabe apenas a “introdução” de 400 páginas foi maçante e o resto se torna interessante?
Espero que o próximo livro mude minha ideia sobre 1Q84.

Nota 6

Resenha – Enders

Enders
Título Original: Enders
Autor: Lissa Price
Editora: Novo Conceito
Páginas: 288
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Sinopse
Depois que a Prime Destinations foi demolida, Callie pensou que teria paz para viver ao lado do irmão, Tyler, e do amigo, Michael. O banco de corpos foi destruído para sempre, e Callie nunca mais terá de alugar-se para os abomináveis Enders. No entanto, ela e Michael têm o chip implantado no cérebro e podem ser controlados. Além disso, o Velho ainda se comunica com Callie. O pesadelo não terminou. Agora, Callie procura uma maneira de remover o chip – isso pode custar sua vida, mas vai silenciar a voz que fala em sua mente. Se continuar sob o domínio dos Enders, Callie estará constantemente sujeita a fazer o que não quer, inclusive contra as pessoas que mais ama. Callie tem pouco tempo. Obstinada por descobrir quem é de fato o Velho e desejando, mais que tudo, uma vida normal para si e para o irmão, ela vai lutar pela verdade. Custe o que custar.

Opinião
Contém spoiler para quem não leu o primeiro volume da série Starters

Enders é o último livro da duologia iniciada com o livro “Starters”.
No primeiro livro Lissa Price nos apresentou a Prime Destinations, uma empresa que pegava corpos de adolescentes, implantavam um chip em suas cabeças e dava o poder desses corpos a outras pessoas mais velhas, os Enders.
Depois de muita luta, a Prime Destinations foi fechada e é a partir desse ponto que o livro “Enders” começa. Apesar do banco de corpos ter encerrados suas atividades, os adolescentes continuaram com seus chips implantados e isso ainda permite que o Velho, dono da Prime, tenha controle direto sobre eles.
Com Callie, a garota que ajudou na destruição da empresa, não foi diferente. Ela começou a ouvir vozes em sua mente e quis desesperadamente retirar o chip de seu cérebro. O problema é que, além de parecer impossível essa remoção sem a morte do Starter, o Velho ainda está atrás dela pois seu chip tem algo especial, ou seja, para ele é importante que o implante permaneça no mesmo lugar.
Nessa busca de retirar o chip, Callie ainda tem que cuidar da segurança de seu irmão mais novo e descobre algo que a motivou ainda mais a acabar de vez com a Prime Destinations e os planos do Velho.

Capa do livro nos EUA

Assim como em “Starters”, podemos acompanhar essa distopia como se estivéssemos ao lado de Callie. Lissa Price consegue descrever muito bem sem se tornar exagerada.
Ela também conseguiu superar a qualidade de seu primeiro livro. Em Enders temos muito mais ação, fugas e mistérios que prendem o leitor do começo ao fim. E o final… É de explodir o cérebro! Muitas revelações surpreendentes.

Adoraria que tivesse um terceiro livro mas o bom dessa duologia é que não tem enrolação e a história flui muito bem.

Não posso deixar de elogiar também a editora que seguiu o estilo da capa do primeiro livro.
Lá fora, o primeiro livro foi relançado com uma capa diferente e o segundo seguiu o mesmo estilo. Achei bem sem graça. Prefiro a versão metalizada que a Novo Conceito manteve. Combina mais com um livro futurista.

Nota 9

Resenha – Na Fronteira da Realidade

Na Fronteira da Realidade
Autor: Gabriel Billy
Editora: Torre
ISBN: 9788579616952
Páginas: 127

Sinopse
Victor é afastado do seu cargo de policial, o motivo: sua esquizofrenia em estágio avançado. Após ser demitido, Victor passa a viver um chato e vazio cotidiano, o que aumenta suas crises de alucinações e paranóias. Em paralelo, uma série de assassinatos ocorre sempre tendo como vítima algum ex-colega de Colégio de Victor. Em cada assassinato é deixada uma partitura de música popular escrita com o sangue da vítima. Mesmo doente, Victor começa a investigar por conta própria os assassinatos e com sua doença em um momento tão delicado, ele passa a ter diversas alucinações, mas seriam mesmo alucinações? De fato, Victor não sabe. Ele passa a viver sem a certeza do que é real e do que é fruto da sua imaginação e nesta loucura que é viver sem certezas, nosso protagonista passa ao leitor esta mesma sensação, confundindo quem lê sobre quais cenas do livro de fato acontecem e quais são frutos da imaginação de Victor.

Opinião
Incrível! Logo quando li a sinopse eu me interessei pelo livro mas, que me perdoe o Gabriel Billy, eu não estava esperando tanto assim dele.
Esse pequeno livro me surpreendeu pela sua história densa carregada de drama e mistério.

Pensei que o maior foco do livro fosse a esquizofrenia de Victor mas ela é apenas uma ponte para os assassinatos em série que estão acontecendo. Na sinopse lemos “…confundindo quem lê sobre quais cenas do livro de fato acontecem e quais são frutos da imaginação de Victor” e é a mais pura verdade! Esse é aquele livro que você fica maluco tentando descobrir quem é o culpado mas a loucura de Victor atrapalha o leitor em seu julgamento.
Apesar de ter poucas páginas para se aprofundar na vida dos personagens, é impossível não ter uma empatia por Victor e sua esposa Helen que estava dando todo apoio possível a seu marido.

Gabriel Billy conseguiu desenvolver uma história envolvente e cativante desde a primeira página. Só fiquei triste pelo livro ser tão pequeno porém satisfeita por não ter espaço para enrolações. De qualquer forma, adoraria ler um livro maior do Gabriel :D.

Quem quiser comprar, o livro está disponível na Livraria Torre. Super indicado para que gosta de histórias enigmáticas!

Nota 7

Resenha – Julieta Imortal

Julieta Imortal
Título Original: Juliet Immortal
Autor: Stacey Jay
Editora: Novo Conceitoo
ISBN: 9788563219572
Páginas: 237
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Sinopse
A mais trágica história de amor já conhecida… Julieta Capuleta não se suicidou. Ela foi assassinada pela pessoa que ela mais confiava, seu novo marido, Romeu Montecchio, um sacrifício feito para garantir sua própria imortalidade. Mas o que Romeu não esperava era que seria concedido a imortalidade para Julieta, também, e que ela se transformaria numa agente dos Embaixadores da Luz. Por 700 anos, ela enfrentou Romeu pelas almas de verdadeiros amantes, lutando para preservar o amor romântico e as vidas de pessoas inocentes. Até o dia em que ela conhece alguém que é proibida de amar e Romeu, oh Romeu, fará tudo a seu alcance para destruir esse amor.

Opinião

Há algum tempo atrás começou uma nova onda de pegar uma história conhecida e reescrevê-las fazendo modificações e aplicando um toque sobrenatural sobre elas mas Stacey Jay trouxe uma proposta diferente que deu muito certo.

Acredito que todos conheçam a história de Julieta Capuleto e Romeu Montecchio escrita por William Shakespeare. Stacey não reconta a história deles de modo diferente, mas sim, utiliza os personagens e da uma vida “real” a eles. A história de amor mais famosa do mundo literário foi apenas um modo dos Mercenários disseminar seus horrores, para que casais apaixonados pensem que é romântico acabar com suas próprias vidas por amor.
Romeu é um dos Mercenários que seduziu Julieta já com a intenção de matá-la, mas ao morrer Julieta se transformou em uma Embaixadora da Luz, que ao contrario de Romeu, tenta juntar as almas gêmeas.
Os dois tem o poder de possuir o corpo de humanos e nessa história acompanhamos Julieta tomando a vida de Ariel, e Romeu a vida de Dylan.
Julieta entrou no corpo de Ariel para ajudar sua amiga Gema a ficar junto com sua alma gêmea Ben mas Romeu tenta atrapalhar de várias formas possíveis.

A história é muito boa e cativante. Logo nas primeiras páginas já atiça a curiosidade do leitor e a partir da metade do livro, você não consegue mais parar de ler.
Indico o livro para quem gosta de uma boa aventura sobrenatural e para quem quer conhecer o outro lado da história de Romeu e Julieta.

Nota 7

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