Autor: Ana Beatriz Barbosa Silva
ISBN: 9788573029161
Editora: Fontanar 
Páginas: 210
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Sinopse
Quando pensamos em psicopatia, logo nos vem à mente um sujeito com cara de mau, truculento, de aparência descuidada, pinta de assassino e desvios comportamentais tão óbvios que poderíamos reconhecê-lo sem pestanejar. Isso é um grande equívoco! Para os desavisados, reconhecê-los não é uma tarefa tão fácil quanto se imagina. Os psicopatas enganam e representam muitíssimo bem. “Mentes Perigosas” discorre sobre pessoas frias, manipuladoras, transgressoras de regras sociais, sem consciência e desprovidas de sentimento de compaixão ou culpa. Esses “predadores sociais” com aparência humana estão por aí, misturados conosco, incógnitos, infiltrados em todos os setores sociais. São homens, mulheres, de qualquer raça, credo ou nível social. Trabalham, estudam, fazem carreiras, se casam, têm filhos, mas definitivamente não são como a maioria da população: aquelas a quem chamaríamos de “pessoas do bem”. Eles podem arruinar empresas e famílias, provocar intrigas, destruir sonhos, mas não matam. E, exatamente por isso, permanecem por muito tempo ou até uma vida inteira sem serem descobertos ou diagnosticados. Por serem charmosos, eloqüentes, “inteligentes” e sedutores costumam não levantar a menor suspeita de quem realmente são. Visam apenas o benefício próprio, almejam o poder e o status, engordam ilicitamente suas contas bancárias, são mentirosos contumazes, parasitas, chefes tiranos, pedófilos, líderes natos da maldade. Em casos extremos, os psicopatas matam a sangue-frio, com requintes de crueldade, sem medo e sem arrependimento. Porém, o que a sociedade desconhece é que os psicopatas, em sua grande maioria, não são assassinos e vivem como se fossem pessoas comuns.

Opinião
Psicopatia, sociopatia e assuntos relacionados, despertam muito meu interesse. Não sou psicologa nem nada mas desperta uma curiosidade mórbida saber o que se passa na cabeça das pessoas que sofrem disso.

Esse livro tem como objetivo apresentar as características dos psicopatas, para conseguir reconhecê-los e afastá-los de nossas vidas. Mas a autora não só considera psicopatas os assassinos, mas também enganadores, golpistas, aproveitadores e etc.
Óbvio que não sou nenhuma especialista no assunto, porém não concordo com essa generalização. Acredito que há muita gente por ai de má indole e nem por isso podem ser considerados psicopatas.
Outra coisa que achei estranho foi colocar psicopatas como pessoas que, de fato, não tem consciência e nem sentimentos. Ela os coloca como incapazes de sentir qualquer coisa, desde amor a ódio. Mas e os que matam por prazer e se divertem com isso? E os que ficam felizes por fazer um “trabalho bem feito”? Acredito que eles sintam algo sim, apenas não ligam pra ninguém além deles.

Para alertar que eles estão em todos os lugares ela cita casos nos mais diversos ambientes e da um destaque aos casos que sairam na mídia como da Suzane Richthofen, o Maniaco do Parque e o Guilherme de Pádua que matou a atriz Daniela Perez. Isso mostra que eles podem estar na rua, no trabalho ou mesmo em nossas casas.

O livro é bem interessante se você não tiver mania de perseguição, senão vai ficar achando que todos a sua volta faz parte desse grupo de seres insanos e problemáticos.

Nota 8