1Q84 – Livro 1
Título Original: 1Q84
Autor: Haruki Murakami
Editora: Alfaguara
Páginas: 432
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Sinopse
Assumidamente inspirado na obra-prima de George Orwell, o título se situa no ano de 1984. No primeiro volume, Murakami apresenta Aomame, uma mulher que esconde a profissão de assassina. Em uma tarde no início de abril, ela está parada num táxi, em meio ao trânsito de uma via expressa de Tóquio. Temendo não chegar a tempo de resolver uma pendência no bairro de Shibuya, ela se vê diante de uma opção inusitada proposta pelo motorista: descer do veículo e seguir por uma escada de emergência em plena avenida.

Apesar de um estranho aviso do taxista, que diz que as coisas à volta dela se tornarão estranhas ao fazer algo tão incomum, Aomame segue a sugestão inicial. Após descer a escada de emergência e seguir seu caminho, ela repara aos poucos que certos aspectos da realidade se tornaram diferentes: por exemplo, as armas utilizadas pelos policiais não são mais pistolas e as manchetes nos jornais são completamente distintas em relação às que ela havia lido nos últimos dias.

Em paralelo à trama de Aomame, o professor de matemática e aspirante a escritor Tengo se envolve em um misterioso projeto de refazer um romance escrito por uma menina de 17 anos. Apesar do receio em assumir o papel de escritor fantasma de Crisálida no ar, um livro fantasioso e enigmático mas cheio de pequenos defeitos, ele se convence a realizar a tarefa. Mas, para isso, deve conhecer antes a autora, uma estranha jovem chamada Fukaeri.

À medida em que as histórias vão se alternando, Aomame continua a perceber diferenças sutis na realidade. Ela se dá conta que, ao descer a escada de emergência da via expressa, passou de alguma forma a habitar um mundo discretamente distinto – que acaba batizando de 1Q84. Já Tengo, aos poucos, passa a reparar em estranhas semelhanças entre a ficção fantasiosa de Fukaeri e a realidade, além de perceber que parece correr algum tipo de perigo quando se vê envolvido com uma misteriosa seita. De forma alternada, Murakami narra duas histórias que aos poucos convergem.

Opinião
1Q84 foi o livro que testou meus princípios de bookaholic que odeia abandonar um livro depois de ter começado a ler.

Como dito no post “Sobre os riscos de se sentir burro durante uma leitura“, é um livro que tem muitas avaliações positivas e Haruki Murakami é um escritor japonês renomado que muita gente adora e eu estava me sentindo uma mula por que apenas conseguia tirar um cochilo antes de ler 2 páginas.

Pois bem, eu odeio largar um livro pela metade então segui firme e forte na leitura noturna e finalmente consegui terminá-lo. O problema é que esse livro é apenas a primeira parte da história!
Resultado? Challenge accepted! Vou insistir ainda mais e acabar essa trilogia!.

A história é focada basicamente em dois personagens: Aonami e Tengo. Cada capítulo é centralizado em um deles alternadamente. Aonami é uma assassina profissional e Tengo um escritor que aceita fazer modificações em um livro, Crisállida de Ar escrito por uma garota chamada Fukaeri, porém o livro será lançado como se fosse inteiramente dela, ou seja, uma atividade de moral duvidosa.
Em meio a tudo isso, Aonami nota que o mundo está mudando e que ela não se lembra de acontecimentos importantes do ano que está vivendo 1984 e o chama de 1Q84.

O maior problema desse livro é que Haruki Murakami é muito detalhista e deixa a leitura arrastada, por exemplo, umas 15 páginas apenas com Aonami dentro de um táxi presa em um engarrafamento, devaneando sobre tudo ao seu redor, o taxista, a música e onde ela ouviu a música, o que ela vai fazer quando sair dali…

Agora você me pergunta “Mas por que raios você vai continuar insistindo nesse livro?”. Bem… além do livro ter me ajudado com a insônia 😀 , quase ao final do livro o autor inseriu uma sociedade secreta, seres estranhos e aparentemente um mundo paralelo, dando um toque de fantasia que me deixou bem curiosa.

Os livros não são pequenos (parte 2 tem 376 páginas e parte 3 tem 472 páginas) mas vou insistir, quem sabe apenas a “introdução” de 400 páginas foi maçante e o resto se torna interessante?
Espero que o próximo livro mude minha ideia sobre 1Q84.

Nota 6