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Crítica – It: A Coisa

It: a coisa capaIt: A Coisa
Título Original: It
Diretor: Andy Muschietti
Atores: Bill Skarsgård, Jaeden Lieberher e Finn Wolfhard
Ano: 2017

Sinopse
Um grupo de sete adolescentes de Derry, uma cidade no Maine, formam o auto-intitulado “Losers Club” – o clube dos perdedores. A pacata rotina da cidade é abalada quando crianças começam a desaparecer e tudo o que pode ser encontrado delas são partes de seus corpos. Logo, os integrantes do “Losers Club” acabam ficando face a face com o responsável pelos crimes: o palhaço Pennywise.

Opinião
It: A coisa é um filme de terror baseado no livro de Stephen King publicado no Brasil como A Coisa. Nele, o autor conta a história de uma pequena cidade no interior dos Estados Unidos que enfrenta uma onda de desaparecimento de crianças. Um grupo de jovens, intitulado como O Grupo dos Perdedores, se junta para tentar acabar com a ameaça, encarnada pelo macabro palhaço Pennywise.

O filme foi muito bem dirigido pelo não tão conhecido Andy Muschietti, aonde ele consegue mostrar com detalhes como era a vida nos anos 80 em uma cidade do interior norte americano. Todos os cenários foram muito bem montados para retratar essa época e há uma preocupação desde as roupas e cabelos dos personagens até as casas e móveis. Não há nenhum grande ator Hollywoodiano, porém o elenco foi muito bem escolhido e cada um consegue representar muito bem o seu papel.

Eu li o livro a muito tempo atrás e me lembrava apenas dos fatos principais, no entanto, consegui reconhecer todos eles dentro do filme. No livro, o autor utiliza muito flashbacks, recurso que não foi utilizado no filme, o que na minha opinião deixou a história mais fluida.

Gostei muito do filme e arrisco dizer que esse é um dos melhores do gênero dos últimos tempos. É um terror psicológico que não daria medo em várias pessoas, mas que para aquele personagem é aterrorizante. E quanto mais você se identifica com os personagens e se conecta com a história, maior é o medo que você vai sentindo.

Aguardo ansiosamente pela segunda parte.

Nota 9

Engenheiro eletricista, rato de biblioteca e apaixonado por livros, filmes, jogos de computadores e de tabuleiro.

Crítica – Annabelle 2 – A Criação do Mal

Annabelle 2 Poster

Annabelle 2 – Criação do Mal
Título Original: Annabelle: Creation
Diretor: David F. Sandberg
Atores: Stephanie Sigman, Talitha Bateman, Anthony LaPaglia e Miranda Otto
Ano: 2017

Sinopse
Anos após a trágica morte de sua filha, um habilidoso artesão de bonecas e sua esposa decidem, por caridade, acolher em sua casa uma freira e dezenas de meninas desalojadas de um orfanato. Atormentado pelas lembranças traumáticas, o casal ainda precisa lidar com um amedrontador demônio do passado: Annabelle, criação do artesão.

Opinião
Ao ouvir que Annabelle receberia o segundo filme fiquei desapontado. Seria a sua quarta aparição no cinema, que começou com o primeiro filme dos Waldens (Invocação do Mal). O casal possui muitos outros objetos interessantes que poderiam ser explorados ou outras histórias que poderiam ser contadas.

Fui ao cinema descrente, achando que veria um filme com uma história fraca e com sustos forçados (como aquelas cenas de total silêncio que uma porta bate com um som exageradamente alto e você, no mínimo, pula da cadeira). No entanto, saí do cinema satisfeito sabendo que tinha gasto meu dinheiro com um bom filme.

A história é simples, sem muitas reviravoltas, com poucos atores e se passa mais de 90% no mesmo cenário. Apesar disso, o roteirista conseguiu conta a história de uma maneira excelente. Há várias cenas de suspense com aparições sobrenaturais e bons sustos (sim, você vai pular da cadeira pelo menos uma vez), sempre fazendo referência a boneca Annabelle a aos outros filmes dos Warren. Muitas vezes, o que te passa a sensação de medo não é o que você está vendo, e sim o que você não consegue ver. Mais ou menos no estilo Bruxa de Blair.

A atuação dos atores foi muito boa, principalmente das meninas, que conseguem transmitir uma sensação real de medo. Porém, acredito que este filme, e muitos outros, sofrerem de um grave problema lógica. Se eu escuto uma vitrola tocando num quarto vazio e trancado a minha reação é sair de lá o mais rápido possível e não entrar no quarto.

Acredito que a história da boneca Annabelle esteja encerrada e com um filme a altura de sua importância para a série.

Nota 8

Engenheiro eletricista, rato de biblioteca e apaixonado por livros, filmes, jogos de computadores e de tabuleiro.
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